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Albergue de Mim

mês

setembro 2015

Gosto efêmero

Que salta ao paladar

Me desperta,

Leva ao delírio…

Logo após acordar.

Querido e tão intenso…

Finda o dia e só penso em meu lábio encostar.

Moço, desculpe lhe desapontar.

Mas não é teu beijo!

E sim a minha xícara de café.

Agora deixe de balela

Que preciso voltar a ela

antes que comece a esfriar.

Louise Corrêa

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Miserável legado

Homem devasso

Cambriolas de volatim

Teu traje de luto feito em cetim.

Apoia teus cotovelos

no concreto cinzento

Vomita,

Suas esperanças,

angústias,

lamentos…

Legado de miséria

deixado ao mar.

O corpo afunda

A vida se finda

em água profunda

E renasce em si …

Serena, tão serena era noite.

Ao fundo a lua cantava aos campos de flores.

Teu olhar infindo pousava sobre mim

E seus lábios marcados de batom carmim .

Seu beijo salgado

Oceano sem fim …

Grito silencioso

Lá fora a escuridão habita . Só vejo pequenos feixes de luzes vindo das casas no morro próximo daqui e no fundo ouço o som da chuva gotejante e de passarinhos cantando, anunciando que daqui a pouco o dia nasce .
E ao lado, quer dizer, sendo mais específica em baixo bem na cama está o meu irmão com sua face serena e um tanto inocente apesar da idade que possui. Ele se encontra em sono profundo e eu ainda acordada…
Tenho problemas de insônia devido ao turbilhão que é minha mente, me impossibilitando de ter tranquilas noites de sono. Então estou aqui com um notebook na mão escrevendo e buscando nesta escrita alguma válvula de escape.

Caro leitor, não sei bem ainda os rumos exatos que esse texto vai tomar, talvez este não venha a fazer muito sentido, porém te convido a entender o meu pleno caos e sinceramente não sei se é muito possível.
Há quase três anos me sinto como um carro quebrado que não tem conserto que dê jeito, é como se faltasse uma peça e esta já tivesse saído de linha por isto não pode ser substituída.
Neste tempo as minhas madrugadas tem sido na maior parte de solidão e lágrimas, como chuvas de verão que chegam repentinamente, pena que o tempo de duração não seja tão pequeno.
Eu sou tomada de um mal chamado angústia , parece até uma doença dessas que não tem cura. E acho que talvez ao meu redor não tenha quem compreenda o que sinto e sinceramente já tenho uma enorme estafa disto tudo.
Estou em caminhos ermos, irregulares, com pedras… e neles não tem ponto de partida e muito menos de chegada.
A minha vida está como um castelo de areia que foi destruído por grandes ondas e ultimamente tenho sido observadora dela, não tenho mais forças pra reconstruir o que as ondas levaram de mim. Eu olho mas não enxergo o que está por vir e me encontro mais perdida do que os personagens de Lost naquela maldita ilha, sem saber o que fazer dessa merda de vida sem sentido.
Quem olha esse sorriso que não sai do meu rosto não sabe o quanto ele alguns momentos tem sido falso, porque lá no fundo da minha alma eu tenho uma imensa dor e só Deus pra ter misericórdia, que ele me perdoe por esse meu imenso egoísmo e por tamanha ingratidão. Há com certeza dores maiores que as minhas e não deveria se quer reclamar da minha vida, mas é tudo o que eu sinto.

Eu não aguento mais toda essa bagagem de dores acumuladas, decepções, mágoas … Sou tão nova para ser bagageira destas.
Enfim, grito por socorro mas o meu grito é silencioso.

Olhos purpurina

Atraíram minhas retinas

Em meio a uma garoa fina .

Lábios com a saliva

mais doce e cristalina

Matam a sede do meu pleno desejo…

Mãos que acariciam

minhas costas,

minha barriga …

Me trazendo arrepios

da nuca até a espinha.

Sim , meu bem, você causa todo esse efeito .

Tento reter,

mas acho melhor não retê-lo …

Fez bem, o teu bem, acabar.

Só ali pude perceber, que o amor, não é para amar.

Nesse pedaço, que nunca foi meu, sendo assim não se perdeu.

E se um dia foi ?

Ainda bem que foi-se …

Intertextualidade “desritmada”

Eu quero me esconder debaixo

desse teu abraço e esquecer o mundo .

Pretendo me emaranhar

nesses teus pelos do peito .

Eu quero que tu traga um dengo ,

faça um cafuné que me dê alento.

Ser exorcizada ,

pela saliva santa daquele seu beijo.

Te fotografar pela retina ,

do meu olhar infindo.

Me deixando hipnotizada

por esse misto de sutileza ,

de beleza..

Vem logo, vem moreno , trazer o remédio

que cura as minhas feridas…

Amar me dá tédio.

Não há quem leve a sério ,

o que guardo aqui dentro .

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