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Albergue de Mim

mês

janeiro 2016

Nunca te coloquei na palma da minha mão para que escorregasse por entre os dedos. Não te prendi em cadeia e lhe fiz apenas objeto do meu desejo. Nem pedi que fosse albergue em mim, porque só espero que as asas do teu ser voem por esse céu colorido, afastando alguns momentos de lugubridade que a vida lhe oferecer. Não que deva permanecer sempre em felicidade, porque a tristeza também faz p(arte) e a melancolia é um pedaço teu, mas que a tristeza não prevalheça. E quando cada batida do teu coração parecer pesar, que saibas que tem alguém aqui que pode lhe dar um afago. Não quero que se acorrente aos meus pés e faça de mim pedestal ou a base principal que sustente teu corpo ébrio das desilusões; somente que sua mente limpa dos venenos que tentam nos empurrar enxergue que mesmo sendo eu uma mão estendida a lhe ajudar não sou depósito de todo o teu amor. Querido, quero que se ame e sejas livre, assim tu me amarás verdadeiramente.

Fatigada desses romances que vendem a cada virada de esquina, de cartões com dizeres de um falso amor e dos filmes que lotam cadeiras de cinema. Tão somente quero a bandeira vermelha da verdade estendida, desmascarando os profanadores de mentiras bem vendidas. Meus caros, nessa jornada peço pela busca do amor em sua essência, o amor ainda na pureza da criança com seu olhar de epifania. Que este seja renovado não pelas promessas,  sim por cada gesto de sinceridade. Que enxergue no outro a mesma capacidade de errar que  possuo sem idear cada pedaço da pessoa amada.  Que não se apegue a cada entranha, mas que traga a liberdade. Sim, esse é o amor que foge ao sistema, que quebra a padronização dos sentimentos.  Queridos irmãos, os transgressores podem ter se apropriado de cada parte desse amor, mas não desistam e lutem com braços fortes pela veracidade que ele possui.

Venham e desfrute dessa fruta que não é pecado …

Eu perdoei o teu silêncio, mesmo quando a minha mente gritava para não ter tal gesto.  Eu perdoei cada injúria que cometeu, mesmo quando o meu peito clamava por uma justiça, talvez falha. Eu perdoei cada vez que sua distância me magoava e sua frieza me trazia os mais variados questionamentos.  Eu te perdoei, até porque os passos errados e trôpegos não foram só seus. Criei cada detalhe e cada palavra na minha mente em minhas quimeras,  fiz de ti o herói sem capa da minha pátria, então não posso tirar a responsabilidade do final inesperado dessa estória. Mas contundo veio a maturidade emocional que eu mal sabia que almejava e me vejo livre da maioria dos grilhões dessa coisa chamada “amor romantizado”.

 

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