Eu perdoei o teu silêncio, mesmo quando a minha mente gritava para não ter tal gesto.  Eu perdoei cada injúria que cometeu, mesmo quando o meu peito clamava por uma justiça, talvez falha. Eu perdoei cada vez que sua distância me magoava e sua frieza me trazia os mais variados questionamentos.  Eu te perdoei, até porque os passos errados e trôpegos não foram só seus. Criei cada detalhe e cada palavra na minha mente em minhas quimeras,  fiz de ti o herói sem capa da minha pátria, então não posso tirar a responsabilidade do final inesperado dessa estória. Mas contundo veio a maturidade emocional que eu mal sabia que almejava e me vejo livre da maioria dos grilhões dessa coisa chamada “amor romantizado”.

 

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