Nunca te coloquei na palma da minha mão para que escorregasse por entre os dedos. Não te prendi em cadeia e lhe fiz apenas objeto do meu desejo. Nem pedi que fosse albergue em mim, porque só espero que as asas do teu ser voem por esse céu colorido, afastando alguns momentos de lugubridade que a vida lhe oferecer. Não que deva permanecer sempre em felicidade, porque a tristeza também faz p(arte) e a melancolia é um pedaço teu, mas que a tristeza não prevalheça. E quando cada batida do teu coração parecer pesar, que saibas que tem alguém aqui que pode lhe dar um afago. Não quero que se acorrente aos meus pés e faça de mim pedestal ou a base principal que sustente teu corpo ébrio das desilusões; somente que sua mente limpa dos venenos que tentam nos empurrar enxergue que mesmo sendo eu uma mão estendida a lhe ajudar não sou depósito de todo o teu amor. Querido, quero que se ame e sejas livre, assim tu me amarás verdadeiramente.

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