Dói quando a minha visão periférica capta no canto da sala o teu corpo cansado e destruído, mesmo sem marcas aparentes. Dói ver os teus olhos castanhos perturbados, como se houvesse uma tempestade interminável sobre eles. Dói ouvir cada palavra de incredulidade que a tua boca profere e quando guarda algumas pra si. Dói assistir seu estado de estagnação na vida parecendo que segue em um ciclo interminável. E dói ainda mais olhar a sua busca incessante pelo vazio que não preenche sua alma. A ti meu caro desejo a clarividência para que enxergue o mal que se faz a partir de visões erradas de outro alguém, tomando-as como verdade para si. E caso o universo me conceda mais um desejo, eu só peço sua liberté.

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