Você foi como Leonardo da Vinci. Estudou tudo em mim. Pena que seus estudos foram tão discrepantes e rasos. Da Vinci aprofundava. Você nada. Muitas foram as vezes que queria ser como Sócrates “o cara”, mas suas tentativas foram falhas. Teve momentos tão platônicos que fez do amor uma alegoria. Caiu no mito da caverna. Se escondeu em escombros nos quais a luz por sequer um segundo passava. Leu Nietzche, mas negou a vida. Se tornou morte todos os dias. Fez culto de pessoas e opiniões. Altar de barro. Santificações. Certezas frágeis. Uma razão que beira a irracionalidade. Medidas desiguais. Mal sabendo que a paixão se move e muitas vezes dita como se vive. Paixão que está por detrás de toda racionalidade como se esta fosse apenas marionete. Dessa vontade, desse desejo de ser muito mais.
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