Quando eu era criança e sentia o vazio e a tristeza me consumindo ou o medo que impunham a mim. Eu me consolava chupando os dedos, sim, os dedos! Não um, mas dois! Que acalmavam tão temporariamente meu corpo famélico, daquilo que eu via como bom. Como me ensinaram que era bom.
E um dado momento um homem ou mulher que se achavam sábios só nos disseram isto.Então, a rejeição do oposto foi tão imediata, tão “esclarecedora” e o alívio nos envolveu com tamanho carinho que não vimos que também nos cegou. Não adianta ignorar o ruim. Ou negar, pelo simples fato de negar. Olhe pra nós! Será que aprendemos a lidar com os sentimentos!? Ou só sucumbimos e vivemos os dias sem entender o que se passa!? Até a hora que o lixo que ficou ali no canto comece a feder e você reclame ou o vizinho do apt 103.
Aceite os dias tristes com a mesma graça dos dias alegres. Aceite a raiva e entenda o motivo, até a hora que tudo passe por você, mas com pleno estado de consciência.
As coisas são todas efêmeras, mesmo que se vistam de permanentes. Eu sei, o teu corpo está embalado pelo cansaço, pela dor…E sentir tudo exigi mais de você do que gostaria. Mas não adianta se esconder! Uma hora os sentimentos te acham, batem na parede e gritam teu nome. Você criança escondida foi encontrada. Você adulto perdido também.
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