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Albergue de Mim

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Se você tiver o olhar bem atento,

Verá que sou uma moldura simples e clara.

Se você tiver os olhos pra arte,

Verá que sou mais que as expressões,

Mais que pintura,

Imagem.

Ambulante vivida de sentimentos.

Caminhante na estrada,

No vão.

No ermo.

Nado nas águas da gruta

Que desembocam no mediterrâneo.

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Cher, désolé!

Eu preciso te dizer desculpa! Desculpa se eu não tive coragem o suficiente pra ir em frente, mas quando o passado ainda te perturba e você não permite que o tempo te ajude tudo se torna complicado…Eu não queria nos meter nessa confusão. Mas acho que meti, não é mesmo!?

Enquanto você vinha com a paz de um coração sereno e aberto, eu vinha com o caos da mitologia grega. E quando cê me tocava com delicadeza pra não cutucar a ferida aberta, eu fingia que não doía.

Querido, eu estava me curando de uma longa ressaca e nem sempre se cura uma bebendo mais. E sua bebida era boa, intensa e calma só que eu ainda não tava preparada pra tê-la no meu sistema. Agora meu corpo já não está ébrio de desilusões, tá sadio e esperando sua bebida. Só que talvez o seu não esteja e não é justo da minha parte te arrastar pra mim. Ou o tempo tenha passado tão depressa que ela já não é destinada ao meu paladar, mas de uma outra pessoa.

Cher, désolé! Fiz o melhor que pude.

Olhar epifánico,

Palavras errôneas.

Rabiscos,

Desenhos,

Cabanas.

 

Microfone,

Espelho.

Ouvido,

Segredos.

 

Samonete,

Keptchuda,

Habbido.

 

Pequenas memórias,

Infância,

Criança,

Te trago no peito.

Talvez a dor de perder você

seja apenas um disfarce que esconde

a verdadeira dor.

Talvez o sentimento que existe

É a mera ilusão de uma mente caótica

que se apaixona pela ideia de se apaixonar.

Ou talvez isto seja mera desculpa,

mera anedota, pra esconder que sinto.

Que sinto muito.

Um termo que me limita?

Um termo equidistante.

Seria mais que um termo?

Um termo que se faz distante.

Uma palavra que persegue…

Um sentido que se segue

ou algo que me cegue?

Roda,roda, menina!
Segue a rodopiar,
na saia longa,
na ginga,
Pra sua dor
se afastar.

Doei minha solidão. Doei com o cuidado de quem guarda um colar de pérolas brancas. Doei como o Sol que nos dá luz todos os dias. Ulisses indagou que: “Amar seria dar de presente a própria solidão um ao outro.” Será então que posso te dizer que amei? Que amei com a ternura do balançar de uma criança no colo enquanto seu pai ou mãe lhe colocam para ninar? Ou na verdade amei o fato de ter alguém a quem doar essa intensidade no peito? Fui na varanda e gritei ao universo que parasse com aquela brincadeira! Não quero mais quantificar o que sinto, o que senti… Sei lá! Mas do que adianta fugir do que está na frente e logo atrás ? Do que adianta olhar tanto pra esse horizonte e não enxergar o que para ali!? Olhei tão dentro de mim que nem se quer olhei. E aí a gente se perdeu no cruzar de esquinas. Não deu tempo de despedida, peguei meu uber e já era tarde pra dizer: “te doei todo a minha solidão e todo meu amor.”

“Isso é a coisa mais última que que pode se dar.”

Louise Corrêa

Ali dois corações,
Dando espamos no mesmo
espaço.
Coração bruto,
Coração frágil.
Da mesma cor,
com os mesmos vasos.
Terrenos férteis que
merecem ser plantados.

No verão a gente tem sede e pede sede. Quando os corpos estão suados e sentem até uma certa repulsa, nós mesmo assim queremos estar juntos no espaço. Porque a presença nos refrigera. Pedimos férias do nosso desgastante cotidiano, que usamos com coisas que pouco nos interessam e algumas vezes dançamos até ás cinco da manhã. Mesmo que fiquemos cansados…
Vemos o pôr-do-sol ás sete e pouca da noite e pedimos aos céus que nos tragam estrelas. No dia seguinte aquela chuva passageira que lava a alma, sem deixar tudo cinza. Pedimos que tenhamos grandes histórias, a gente pede, a gente faz, a gente tem sede e a gente cede o quanto puder. No hemisfério sul quando chega o verão seria o fim do ano e apenas o começo…

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