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Albergue de Mim

Um termo que me limita?

Um termo equidistante.

Seria mais que um termo?

Um termo que se faz distante.

Uma palavra que persegue…

Um sentido que se segue

ou algo que me cegue?

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Doei minha solidão. Doei com o cuidado de quem guarda um colar de pérolas brancas. Doei como o Sol que nos dá luz todos os dias. Ulisses indagou que: “Amar seria dar de presente a própria solidão um ao outro.” Será então que posso te dizer que amei? Que amei com a ternura do balançar de uma criança no colo enquanto seu pai ou mãe lhe colocam para ninar? Ou na verdade amei o fato de ter alguém a quem doar essa intensidade no peito? Fui na varanda e gritei ao universo que parasse com aquela brincadeira! Não quero mais quantificar o que sinto, o que senti… Sei lá! Mas do que adianta fugir do que está na frente e logo atrás ? Do que adianta olhar tanto pra esse horizonte e não enxergar o que para ali!? Olhei tão dentro de mim que nem se quer olhei. E aí a gente se perdeu no cruzar de esquinas. Não deu tempo de despedida, peguei meu uber e já era tarde pra dizer: “te doei todo a minha solidão e todo meu amor.”

“Isso é a coisa mais última que que pode se dar.”

Louise Corrêa

Ali dois corações
Dando espamos no mesmo
espaço.
Coração bruto
Coração frágil.
Da mesma cor
com os mesmos vasos.
Terrenos férteis que
merecem ser plantados.

No verão a gente tem sede e pede sede. Quando os corpos estão suados e sentem até uma certa repulsa, nós mesmo assim queremos estar juntos no espaço. Porque a presença nos refrigera. Pedimos férias do nosso desgastante cotidiano, que usamos com coisas que pouco nos interessam e algumas vezes dançamos até ás cinco da manhã. Mesmo que fiquemos cansados…
Vemos o pôr-do-sol ás sete e pouca da noite e pedimos aos céus que nos tragam estrelas. No dia seguinte aquela chuva passageira que lava a alma, sem deixar tudo cinza. Pedimos que tenhamos grandes histórias, a gente pede, a gente faz, a gente tem sede e a gente cede o quanto puder. No hemisfério sul quando chega o verão seria o fim do ano e apenas o começo…

Trago a galáxia em meu peito.
Em pequenas partes de poeira cósmica.
Trago as estrelas em meu peito
Em pequenos feixes de luz
que são projetados pra fora.
Trago as cores
explosões,
amores…
E as dores que gritam universo à fora.

O circo de horrores, o beijo do vampiro e o falecimento juvenil de uma democracia.

As armas perderam seu calibre e foram substituídas por tinta de caneta.
Hoje, o destino se tornou triste, melancólico e incerto… E a lágrima que cai dos nossos olhos representa nosso povo, nossa gente!
Ouvi o som ecoante dos gritos exacerbados de uma classe média a espreita de um golpe, enquanto meus ouvidos clamavam por um silêncio ou pelo grito libertário de mentes sadias… Porque são loucos em seu estado alucinatório e cego, que gritam a favor de um circo de horrores que nós temos que pagar mesmo não comprando o ingresso.

Vocês em sua famigerada comemoração ovacionando corruptos, concordando com o rasgar da constituição e em sua terrível inocência crendo piamente que assim a nação estará livre de qualquer percalço e atos de corrupção, não veem que nos bastidores Temer e Cunha puxam as linhas de suas mentes e dão seu selado beijo de vampiro.

Não posso lhes cobrar tamanho discernimento histórico, mas pelo menos algum… As semelhanças com o Golpe de 64 estão aí, claro que com sua conjuntura parecida mas cada uma delas carrega suas peculiaridades, porém é notório que tudo está se arquitetando em um golpe. Querem tirar a Presidente sem nenhum crime de responsabilidade acusando de corrupção e tacando pedras como bons corruptos sem pecados em uma Maria que teve alguns mas não o que acusam. E seus pecados foram não dialogar, ter posições firmes, cumprir muita das promessas… Mas não os vejo como motivos que validam o impedimento dela apesar de toda a minha insatisfação.

Por isso meus caros, digo não aos motivos egoístas e classicistas para a justificação dos votos, digo não ao uso do nosso bom Deus em vão, digo não aos discursos de ódio, ao preconceito, a polarização, aos golpistas, conservadores, a bancada ruralista, evangélica… DIGO NÃO AO GOLPE ORQUESTRADO! Só digo sim a favor do povo, as nossas matrizes indígenas, aos negros, aos pobres, sem terra, a comunidade LGBT… ao ser HUMANO!

Sim, nossos corações estão travestidos de preto em sinal do falecimento tão juvenil da democracia mas ele ainda bate, ainda corre o sangue e que seja enfervecido dando força a nossa luta. LUTAREMOS ATÉ O FIM!

– Louise Corrêa

Aguente mais um dia, apenas mais um dia. Pois a volta do Messias está próxima… Se agarrar ao “nada” já se tornou angustiante, mesmo que fundo do teu coração exista uma bela certeza, a confusão vem e te golpeia te deixando de corpo entorpecido. Pena que por nem um segundo você adormece, tornando a dor ainda mais dilacerante. Você segue numa terra de ninguém, bate de frente com uma multidão que vem em sua direção mas o sentido é outro. Nesse meio se perde e mesmo com o caos ao seu redor parece que tudo é silêncio, solidão… tudo que não te conforta. Mas acredite que os hieróglifos que são indecifráveis para você por achar que não conhece, são suficientemente bem  guardados dentro de ti. Você é seu caminho e sua reposta, porém tem alguém além que te ajudou a guardar tudo aí dentro. E essa sensação que preenchem a alma é provável não ter uma explicação lógica, mas nunca gostou muito do que fosse lógico.
Sim, o teu senhor é sua rocha…

Não façamos do nosso amor uma “meritocracia”, “Eu não mereço o teu amor e você não merece o meu”. Porque querido somos moeda sem troca, boca que fala bobagens, criadores de machucado, humanos que erram… Sim, estamos no mesmo barco sem bote salva- vidas e a deriva. Temos os mesmo dados para rolar, acertar e errar, não sendo melhor e nem pior jogador. Por isso deixa de lado essa estória de não merecer e continuemos a jogar, ou melhor, continuemos a amar.

Meu amor por você
é que nem cólica.
Começa forte,
mas logo vai se
embora.

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